domingo, 22 de janeiro de 2012

O reino de Deus





Mt 12.28 "Mas, se eu expulso os demônios pelo Espírito de Deus, é conseguintemente chegado a vós o Reino de Deus"




A NATUREZA DO REINO. O reino de Deus (ou dos céus), no presente, significa Deus intervindo e predominando o mundo, para manifestar seu poder, sua glória e suas prerrogativas contra o domínio de Satanás e a condição atual deste mundo. Trata-se de algo além da salvação ou da igreja; é Deus revelando-se com poder na execução de todas as sua obras.
(1) O reino é antes de tudo uma demostração do poder. Não se trata do poder no sentido material ou político, e sim, espiritual. O reino não é uma teocracia relígio-politica; ele não está vinculado ao domínio social ou político sobre as nações ou reinos deste mundo. Deus não pretende atualmente redimir ou reformar o mundo através do ativismo social ou político, da força, ou de ação violenta. O mundo, durante a presente era, continuará inimigo de Deus e do seu povo. O governo de Deus mediante o juízo direto e à força só ocorrerá no fim desta era.

(2)  Quando Deus se manifesta com poder sobre o mundo, este entra em crise. O império do diabo fica totalmente alarmado, e todos encaram a decisão de submeter-se ou não ao governo de Deus. A condição necessária e fundamental para se entrar no reino de Deus é: "Arrependei-vos e crede no evangelho" (Mc 1.15).

(3) O fato de Deus irromper no mundo com poder, abrange: (a) seu poder divino sobre o governo e domínio de Satanás; a chegada do reino é o começo da destruição do domínio de Satanás e do livramento da humanidade das forças demoníacas e do pecado; (b) poder para operar milagres e curar enfermos; (c) a preação do evangelho, que produz a convicção do pecado, da justiça e do juízo; (d) a salvação e a santificação daqueles que se arrependem e crêem no evangelho; e (e) o batismo no Espírito Santo, com poder, para testemunhar de Cristo.

(4) Uma evidência máxima de que a pessoa está vivendo o reino de Deus é viver uma vida de "justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo" (Rm 14.17).

(5) O reino de Deus tem um aspecto tanto presente como futuro. É uma realidade presente no mundo hoje, mas o governo e o poder de Deus não predominam plenamente em todos e em tudo. A obra e a influência de Satanás e dos homens maus continuarão até o fim desta era. A manifestação futura da glória de Deus e do seu poder e reino ocorrerá quando Jesus voltar para julgar o mundo. O estabelecimento total do reino virá, quando Cristo finalmente triunfar sobre o mal e oposição e entregar o reino a Deus Pai.

O PAPEL DO CRENTE NO REINO. O NT contém abundante ensino sobre a missão do crente no reino de Deus, na sua presente manifestação.
(1) É responsabilidade do crente buscar incessantemente o reino de Deus, em todas as manifestações, tendo fome e sede pela presença e pelo poder de Deus, tanto na sua vida como no meio da sua comunidade cristã.

(2) Em 11.12, Jesus revela novos fatos sobre a natureza dos membros do reino. Ali Ele disse que somente quem se esforça apodera-se do reino de Deus. Os tais, movidos por Deus, resolvem romper com as práticas pecaminosas e imorais do mundo e seguem a Cristo, a sua Palavra e seus justos caminhos. Não importando o preço a pagar, esses, resolutamente, buscam o reino com todo o seu poder. Noutras palavras, pertencer ao reino de Deus e desfrutar de todas as suas bençãos  requer esforço sincero e constante - um combate de fé, aliado a uma forte vontade de resistir a Satanás, ao pecado e à sociedade perversa em que vivemos.

(3) Não conhecerão o reino de Deus aqueles que raramente oram, que transigem com o mundo,  que negligenciam a Palavra e que têm pouca fome espiritual. É para crentes como José, Natã, Elias, Daniel e seus três amigos, Mardoqueu, Pedro e João, Estêvão e Paulo; inclusive mulheres como Débora, Rute, Ester, Maria, Ana e Lídia.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Padrões de moralidade sexual





Hb 13.4 "Venerado seja entre todos o matrimônio e o leito sem mácula; porém aos que se dão à prostituição e aos adúlteros Deus os julgará".


O crente, antes de mais nada, precisa ser moral e sexualmente puro. A palavra "puro" (gr. hagnos ou amiantos) significa livre de toda mácula e lascívia. O termo refere-se a abstenção de todos os atos e pensamentos que incitam desejos incompatíveis com a virgindade e a castidade ou com os votos matrimoniais da pessoa. Refere-se, também, ao domínio próprio e a abstenção de qualquer atividade sexual que contamina a pureza da pessoa diante de Deus. Isso abrange o controle do corpo "em santificação e honra" e não em "concupiscência". Este ensino das Escrituras é tanto para os solteiros, como para os casados. No tocante ao ensino bíblico sobre a moral sexual, vejamos o seguintes:

(1) A intimidade sexual é limitada ao matrimônio. Somente nesta condição ela é aceita e abençoada por Deus. Mediante o casamento, marido e mulher tornam-se uma só carne, segundo a vontade de Deus. Os prazeres físicos e emocionais normais, decorrentes do relacionamento conjugal fiel, são ordenados por Deus e por Ele honrados.

(2) O adultério, a fornicação, o homossexualismo, os desejos impuros e as paixões degradantes são pecados graves aos olhos de Deus por serem transgressões da lei do amor e a do relacionamento conjugal. Tais pecados são severamente condenados nas Escrituras e colocam o culpado fora do reino de Deus.

(3) A imoralidade e a impureza sexual não somente incluem o ato sexual ilícito, mas também qualquer prática sexual com outra pessoa que não seja seu cônjuge. Há quem ensine, em nossos dias, que qualquer intimidade sexual entre jovens e adultos soteiros, tendo eles mútuo "compromisso", é aceitável, uma vez que não haja ato sexual completo. Tal ensino peca contra a santidade de Deus e o padrão bíblico da pureza. Deus proíbe, explicitamente, "descobrir a nudez" ou "ver a nudez" de qualquer pessoa a não ser entre marido e mulher legalmente casados.

(4) O crente deve ter autocontrole e abster-se de toda e qualquer prática sexual antes do casamento. Justificar intimidade premarital em nome de Cristo, simplesmente com base num "compromisso" real ou imaginário, é transigir abertamente com os padrões santos de Deus. É igualar-se aos modos impuros do mundo e querer deste modo justificar a imoralidade. Depois do casamento, a vida íntima deve limitar-se ao cônjuge. A Bíblia cita a temperança como um aspecto do fruto do Espírito, no crente, i.e., a conduta positiva e pura, contrastando com tudo que representa prazer sexual imoral como libidinagem, fornicação, adultério e impureza. Nossa dedicação à vontade de Deus, pela fé, abre o caminho para recebermos a benção do domínio próprio: "temperança"

(5) Termos bíblicos descritivos da imoralidade e que revelam a extensão desse mal. (a) Fornicação (gr. porneia). Descreve uma ampla variedade de práticas sexuais, pré ou extramaritais. Tudo que significa intimidade e carícia fora do casamento é claramente transgressão dos padrões morais de Deus para seu povo. (b) lascívia (gr. aselgeia) denota a ausência de princípios morais, principalmente o relaxamento pelo domínio próprio que leva à conduta virtuosa. Isso inclui a inclinação à tolerância quanto a paixões pecaminosas ou ao seu estímulo, e deste modo a pessoa torna-se partícipe de uma conduta antibíblica. (c) Enganar, i.e., aproveitar-se de uma pessoa, ou explorá-la (gr. pleonekteo), significa privá-la da pureza moral que Deus pretendeu para essa pessoa, para a satisfação de desejos egoístas. Despertar noutra pessoa estímulos sexuais que não possam ser correta e legitimamente satisfeitos, significa explorá-la ou aproveitar-se dela. (d) A lascívia ou cobiça carnal (gr. epithumia) é um desejo carnal imoral que a pessoa daria vazão se tivesse oportunidade.



Este estudo foi retirado da "Bíblia de Estudo Pentecostal" da editora "CPAD"

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Dízimos e ofertas





Ml 3.10 "Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimentos na minha casa, e depois fazei prova de mim, diz o SENHOR dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu e não derramar sobre vós uma bênção tal, que dela vos advenha a maior abastança"


DEFINIÇÃO DE DÍZIMOS E OFERTAS. A palavra hebraica para "dízimo" (ma'aser) significa literalmente "a décima parte".
(1) Na Lei de Deus, os israelitas tinham a obrigação de entregar de entregar a décima parte das crias dos animais domésticos, dos produtos da terra e de outras rendas como conhecimento e gratidão pelas bençãos divinas. O dízimo era usado primeiramente para cobrir as despesas do culto e o sustento dos sacerdotes. Deus considerava o seu povo responsável pelo manejo dos recursos que Ele lhes dera na terra prometida.

(2) No âmago do dízimo, achava-se a id[eia de que Deus é o dono de tudo. Os seres humanos foram criados por Ele, e a Ele devem o fôlego de vida. Sendo assim, ninguém possui nada que não haja recebido oriinalmente do Senhor. Nas leis sobre o dízimo, Deus estava simplesmente ordenando que os seus lhe devolvessem parte daquilo que Ele já lhes tinha dado.

(3) Além dos dízimos, os israelitas eram instruídos a trazer numerosas oferendas ao Senhor, principalmente na forma de sacrifícios. Levítico descreve várias oferendas  rituais: o holocausto, a oferta de manjares, a oferta pacífica, a oferta pelo pecado, e a oferta pela culpa.

(4) Além das ofertas prescritas, os israelitas podiam apresentar outras ofertas voluntárias ao Senhor. Algumas destas eram repetias em tempos determinados, ao passo que outras eram ocasionais. Quando, por exemplo, os israelitas empreenderam a construção do Tabernáculo no monte Sinai, trouxeram liberalmente suas oferendas para a fabricação da tenda e de seus móveis. Ficaram tão entusiasmados com o empreendimento, que Moisés teve de ordenar-lhes que cessassem as oferendas. Nos tempos de Joás, o sumo sacerdote Joiada faz um cofre para os israelitas lançarem as ofertas voluntárias a fim de custear os consertos do templo, e todos contribuíram com generosidade. Semelhantemente, nos tempos de Ezequias, o povo contribuiu generosamente às obras da reconstrução do templo.

(5) Houve ocasiões na história do AT em que o povo de Deus reteve egoisticamente o dinheiro, não repassando os dízimos e ofertas regulares ao Senhor. Durante a reconstrução do segundo templo, os judeus pareciam mais interessados na reconstrução de suas propriedades, por causa dos lucros imediatos que lhes trariam, do que nos reparos da Casa de Deus que se achava em ruínas. Por causa disto, alertou-lhes Ageu, muitos deles estavam sofrendo reveses financeiros. Coisa semelhante acontecia nos tempos do profeta Malaquias e, mais uma vez, Deus castigou seu povo por se recusar a trazer-lhe o dízimo.

A ADMINISTRAÇÃO DO NOSSO DINHEIRO. Os exemplos dos dízimos e ofertas no AT contêm princípios importantes a respeito da mordomia do dinheiro, que são válidos para os crentes do NT.
(1) Devemos lembrar-nos que tudo quanto possuímos pertence a Deus, de modo que aquilo que temos não é nosso: é algo que nos cofiou aos cuidados. Não temos nenhum domínio sobre as nossa posses.

(2) Devemos decidir, pois, de todo o coração, servir a Deus, e não ao dinheiro. A Bíblia deixa claro que a cobiça é uma forma de idolatria.

(3) Nossas contribuições devem ser para a promoção do reino de Deus, especialmente para a obra da igreja local e a disseminação do evangelho pelo mundo, para ajudar aos necessitados, para acumular tesouros no céu e para aprender a temer ao Senhor.

(4) Nossas contribuições devem ser proporcionais à nossa renda. No AT, o dízimo era calculado em uma décima parte. Dar menos que isso era desobediência a Deus. Aliás equivalia a roubá-lo. Semelhantemente, no NT requer que as nossas contribuições sejam proporcionais àquilo que Deus nos tem dado.

(5) Nossas contribuições devem ser voluntárias e generosas, pois assim é ensinado tanto no AT quanto no NT. Não devemos hesitar em contribuir de modo sacrificial, pois foi com tal espírito que o Senhor Jesus entregou-se por nós. Para Deus, o sacrifício envolvido é muito mais importante do que o valor monetário da dádiva.

(6) Nossas contribuições devem ser dadas com alegria. Tanto o exemplo dos israelitas no AT quanto dos cristãos macedônios do NT servem-nos de modelos.

(7) Deus tem prometido recompensar-nos de conformidade com o que lhe temos dado.



Este estudo foi retirado da "Bíblia de Estudo Pentecostal" da editora "CPAD"

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

O Julgamento do crente





2 Co 5.10 "Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem ou mal".

A Bíblia ensina que os crentes terão, um dia, de prestar contas "ante o tribunal de Cristo", de todos os seus atos praticados por meio do corpo, sejam bons ou maus. No tocante a esse julgamento do crente, segue-se o estudo de alguns de seus pontos.

(1) Todos os crentes serão julgados; não haverá exceção.

(2) Esse julgamento ocorrerá quando Cristo vier buscar a sua igreja.

(3) O juiz desse julgamento é Cristo.

(4) A Bíblia fala do julgamento do crente como algo sério e solene, mormente porque inclui para este a possibilidade de dano ou perda; de ficar envergonhado diante dEle "na sua vinda", e de queimar-se o trabalho de toda sua vida. Esse julgamento, não é para sua salvação, ou condenação. É um julgamento de obras.

(5) Tudo será conhecido. A palavra "comparecer" (gr. phaneroo, 5.10) significa "tornar conhecido aberta ou publicamente". Deus examinará e revelará abertamente, na sua exata realidade, (a) nossos atos secretos, (b) nosso caráter, (c) nossas palavras, (d) nossas boas obras, (e) nossas atitudes, (f) nossos motivos, (g) nossa falta de amor e (h) nosso trabalho e ministério.

(6) Em suma, o crente terá que prestar contas da sua fidelidade ou infidelidade a Deus e das suas práticas e ações, tendo em vista a graça, a oportunidade e o conhecimento que recebeu.

(7) As más ações do crente, quando ele se arrepende, são perdoadas no que diz respeito ao castigo eterno, mas são levadas em conta quanto à sua recompensa: "Mas quem fizer agravo receberá o agravo que fizer" (Cl 3.25; cf. Ec 12.14; 1 Co 3.15; 2 Co 5.10). As boas ações e o amor do crente são lembrados por Deus e por Ele recompensados: "cada um receberá do Senhor todo o bem que fizer" (Ef 6.8)

(8) Os resultados específicos do julgamento do crente serão vários, como obtenção ou a perda de alegria, aprovação divina, tarefas e autoridade, posição, recompensa e honra.

(9) A perspectiva de um iminente julgamento do crente deve aperfeiçoar neste o temor do Senhor, e levá-lo a ser sóbrio, a vigiar e a orar, a viver em conduta santa e piedade e a demonstrar misericórdia e bondade a todos.


Este estudo foi retirado da "bíblia de Estudo Pentecostal", da editora "CPAD"

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

A grande tribulação





Mt 24.21: "Porque haverá, então, grande aflição, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem tampouco haverá jamais."


Começando com 24.15, Jesus trata de sinais especiais que ocorrerão durante a grande tribulação (as expressões "grande aflição", de 24.21, e "grande tribulação", de Ap 7.14, são idênticas no grego). Tais sinais indicam que o fim dos tempos está muito próximo. São sinais conducentes à, e indicados da volta de Cristo à terra, depois da tribulação.
O maior desses sinais é "a abominação da desolação", um fato específico e visível, que adverte os fiéis vivos durante a grande tribulação de que a vinda de Cristo à terra está prestes a ocorrer. Esse sinal-evento, visível, relaciona-se primeiramente com a profanação do templo judaico daqueles dias em Jerusalém, pelo anticristo. O Anticristo, também chamado o homem do pecado, colocará uma imagem dele mesmo no templo de Deus, declarando ser ele mesmo Deus. Seguem-se os fatos salientes a respeito desse evento crítico.

(1) A "abominação da desolação" marcará o início da etapa final da tribulação, que culmina com a volta de Cristo à terra e o julgamento dos ímpios em Armagedom.

(2) Se os santos da tribulação atentarem para o fator tempo desse evento ("Quando, pois, virdes", 24.15), poderão saber com bastante aproximação quando terminará a tribulação, época em que Cristo voltará à terra. O decurso de tempo entre esse evento e o fim dos tempos é mencionado quatro vezes nas Escrituras como sendo três anos e meio ou 1260 dias
Por causa da grande expectativa da volta de Cristo, os santos daqueles dias devem acautelar-se quanto a informes afirmando que Cristo já voltou. Tais informes serão falsos. A "vinda do Filho do homem" depois da tribulação será visível e conhecida de todos os que viverem no mundo.

Outro sinal que ocorrerá, então, será o dos falsos profetas que, a serviço de Satanás, farão "grandes sinais e prodígios".

(1) Jesus admoesta a todos os crentes a estarem especialmente alerta para discernir esses profetas, mestres e pregadores, que se declaram cristãos sendo falsos, porém apesar disso, operam milagres, curas, sinais e maravilhas e que demonstram ter grande sucesso nos seus ministérios. Ao mesmo tempo, torcerão e rejeitarão a verdade da Palavra de Deus.

(2) Noutra parte, as Escrituras admoestam os crentes a sempre testarem o espírito que atua nos mestres, líderes e pregadores. Deus permite o enano acompanhado de milagres, a fim de testar os crentes no tocante ao seu amor por Ele e sua lealdade às Sagradas Escrituras. Serão dias difíceis, pois Jesus declara em 24.24, que naqueles últimos tempos o enano religioso será tão generalizado que será difícil até mesmo para "os escolhidos" (i.e., os crentes dedicados) discernirem entre a verdade e o erro.

(3) Quem entre o povo de Deus não amar a verdade será enganado. Não terá mais a oportunidade de crer na verdade do evangelho, depois do surgimento do Anticristo.

Finalmente, a "grande tribulação" será um período específico de terrível sofrimento e tribulação para todos que viverem na terra. Observe:
(1) Será de âmbito mundial. (2) Será o pior tempo de aflição e angústia que já ocorreu na história da humanidade. (3) Será um tempo terrível de sofrimento para os judeus. (4) O período será controlado pelo "homem do pecado" (i.e., o Anticristo). (5) Os fiéis da igreja de Cristo recebem a promessa de livramento e "escape" dos tempos da tribulação. (6) Durante o período da tribulação , muitos entre os judeus e gentios crerão em Jesus Cristo e serão salvos. (7) Será um tempo de grande sofrimento e de perseguição pavorosa para todos quanto permanecerem fiéis a Deus. (8) Será um tempo de ira de Deus e de juízo seu contra os ímpios. (9) A declaração de Jesus de que aqueles dias serão abreviados não pressupõe a redução dos três anos e meio, ou 1260 dias preditos. Pelo contrário, parece indicar que o período é tão terrível que se não fosse de curta duração a totalidade da raça humana seria destruída. (10)  A grande tribulação terminará quando vier Jesus Cristo em glória, com sua noiva, para efetuar o livramento dos fiéis remanescentes e o juízo e destruição dos ímpios. (11) Não devemos confundir essa fase da vinda de jesus, no fim da rande tribulação, com a descida imprevista do céu, em 24.42-44, a qual ocorrerá num momento diferente do da sua volta final, no fim da tribulação. (12) O trecho principal das Escrituras que descreve a totalidade da tribulação de sete anos de duração é encontrado em Ap 6-18.

NOTA: Este estudo foi retirado da "Bíblia de Estudo Pentecostal (CPAD)"


Espero que tenham gostado!

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Termos bíblicos para salvação



Rm 1.16 "Porque não me envergonho do Evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego"


Deus nos oferece livremente a vida eterna em Jesus Cristo, mas, às vezes, nos é difícil compreender o processo exato usado para torná-la disponível a nós. Por isso, Deus apresenta na Bíblia vários aspectos da salvação, cada um com sua ênfase exclusiva. Este estudo examina três desses aspectos: a salvação, a redenção e a justificação.

SALVAÇÃO: Salvação (gr. soteria) significa "livramento", "chegar à meta com segurança ", "proteger de dano". Já no AT, Deus revelou-se como o Salvador do seu povo (Êx 15.2; Sl 27.1; 88.1). A salvação é descrita na Bíblia como "o caminho", oi a estrada através da vida, para a comunhão eterna com Deus no céu (Mt 7.14; Mc 12.14; Jo 14.6; At 16.17; 2 Pe 2.21; cf. At 9.2; 22.4; Hb10.20). Esta estrada deve ser percorrida até o fim. A salvação pode ser descrita como um caminho com dois lados e três etapas:

(1) O único caminho da salvação. Cristo é o único caminho ao Pai (Jo 14.6; At 4.12). A salvação nos é concedida mediante a raça de Deus, manifesta em Cristo Jesus (3.24). A salvação é baseada na morte de Cristo (3.25; 5.8), sua ressurreição (5.10) e sua contínua intercessão pelos salvos (Hb 7.25)

(2) Os dois lados da salvação. A salvação é recebida de raça, mediate a fé em Cristo (3.22,24,25,28). Isto é, ela resulta da graça de Deus (Jo 1.16) e da resposta humana da fé ( At 16.31; Rm 1.17; Ef 1.15; 2.8).

(3)As três etapas da salvação. (a) A etapa passada da salvação inclui a experiência pessoal mediante a qual nós, como crentes, recebemos o perdão dos pecados (At 10.43; Rm 4.6-8) e passamos da  morte espiritual para a vida espiritual (1 Jo 3.14); do poder do pecado para o poder do Senhor (6.17-23), do domínio de Satanás para o domínio de Deus (At 26.18). A salvação nos leva a um novo relacionamento pessoal com Deus (Jo 1.12) e nos livra da condenação do pecado (1.16; 6.23; 1 Co 1.18).
(b) A etapa presente da salvação  nos livra do hábito e do domínio do pecado, e nos enche do Espírito Santo. Ela abrange: (i) o privilégio  de um relacionamento pessoal com Deus como nosso Pai e com Jesus como nosso Senhor e Salvador (Mt 6.9; Jo 14.18-23); (ii) a conclamação para nos considerarmos mortos para o pecado (6.1-14) e para nos submetermos à direção do Espírito Santo (8.1-16) e à Palavra de Deus (Jo 8.31; 14.21; 2 Tm 3.15,16); (iii) o convite para sermos cheio do Espírito Santos e a ordem de continuarmos cheios ; (iv) a exigência  para nos separarmos do pecado (6.1-14) e da presente geração perversa (At 2.40; 2 Co 6.17) e (v) a chamada para travar uma batalha constante em prol do reino de Deus contra Satanás e suas hostes demoníacas (2Co 10.14,5; Ef 6.11,16; 1 Pe 5.8).
(c) A etapa futura da salvação ( 13.11,12; 1 Ts 5.8,9; 1 Pe 1.5) abrange (i) nosso livramento da ira vindoura de Deus (5.9; 1 Co 3.15; 5.5; 1 Ts 1.10; 5.9); (ii) nossa participação da glória divina (Rm 8.29; 2 Ts  2.13,14) e nosso recebimento de um corpo ressurreto, transformado (1 Co 15.49-52); e (iii) os galardões que recebemos como vencedores fieis. Essa etapa futura da salvação é o alvo que todos os cristãos se esforçam para alcançar (1 Co 9.24-27; Fp 3.8-14). Toda advertência, disciplina e castigo do tempo presente da vida do crente têm como propósito preveni-lo a não perder essa salvação futura (1 Co 5.1-13; 9.24-27; Fp 2.12-16; 2 Pe 1.5-11)

REDENÇÃO:  O significado original de "redenção" (gr apolutrosis) é resgatar mediante o pagamento de um preço. A expressão denota o meio pelo qual a salvação é obtida, a saber: pagamento de u, resgate. A doutrina da redenção pode ser resumida da seguinte forma:
(1) O estado do pecado, do qual precisamos ser redimidos. O NT mostra que o ser humano está alienado de Deus (3.10-18), sob o domínio de Satanás (At 10.38; 26.18), e escravizado pelo pecado (6.6; 7.14) e necessitando de livramento da culpa, da condenação e do poder do pecado (At 26.18; Rm 1.18; 6.1-18,23; Ef 5.8; Cl 1.13; 1 Pe 2.9)
(2) O preço pago para nos livras dessa escravidão: Cristo pagou esse resgate ao derramar o seu sangue e dar sua vida (Mt 20.28; Mc 10.45; 1 Co 6.20; Ef 1.7; Tt 2.14; Hb 9.12; 1 Pe 1.18,19)
(3) O estado presente dos redimido: Os crentes redimidos por Cristo estão agora livres do domínio de Satanás e da culpa e do poder do pecado (At 26.18; Rm  6.7,12,14,18; Cl 1.13). Essa libertação do pecado, no entanto, não nos deixa livres para fazer o que queremos, pois somos propriedades de Deus. A nossa libertação do pecado por Deus nos torna servos voluntários seus (At 26.18; Rm 6.18-22; 1 Co 6.19,20; 7.22-23).
(4) A doutrina de redenção no NT já estava prefigurada nos casos de redenção registrados no AT. O grande evento redentor do AT foi o êxodo de Israel. Também, no sistema sacrificial levítico, o sangue de animais era o preço pago para expiar o pecado.

JUSTIFICAÇÃO: A palavra "justificar" (gr. dikaioo) significa ser "justo (ou reto) diante de Deus" (2.13), tornando justo (5.18,19), "estabelecer como certo" ou "endireitar". Denota estar num relacionamento certo com Deus, mais do que receber uma mera declaração judicial ou legal. Deus perdoa o pecador arrependido, a quem Ele tinha declarado culpado segundo a sua lei e condenado à morte eterna, restaura-o ao favor divino e o coloca em relacionamento correto (comunhão) com Ele mesmo e com a sua vontade. Ao apóstolo Paulo foram reveladas várias verdades a respeito da justificação e como ela é efetuada:
(1) A justificação diante de Deus é uma dádiva (3.24; Ef 2.8). Ninguém  pode justificar-se diante de Deus guardando toda lei ou fazendo boas obras (4.2-6; Ef  2.8-9), "porque todos pecaram e destruídos estão da glória de Deus" (3.23).
(2) A justificação diante de Deus se alcança mediante a "redenção que há em Cristo Jesus" (3.24). Ninguém é justificado sem que antes seja redimido por Cristo, do pecado e do seu poder.
(3) A justificação diante de Deus provém da "sua graça", sendo obtida mediante a fé em Jesus Cristo como Senhor e Salvador (3.22,24; cf. 4.3,5).
(4) A justificação diante de Deus está relacionada ao perdão dos nossos pecados (Rm 4.7). Os pecadores são declarados culpados diante de Deus (3.9-18,2), mas por causa da morte expiatória de Cristo e da sua ressurreição são perdoados.
(5) Uma vez justificados diante de Deus , mediante a fé em Cristo, estamos crucificados com Ele, o qual passa a habitar em nós (Gl 2.16-21). Através dessa experiência, nos tornamos de fato justos e começamos a viver para Deus (2.19-21). Essa obra transformadora de Cristo em nós, mediante o Espírito (cf. 2 Ts 2.13; 1 Pe 1.2), não se pode separar de sua obra redentora a nosso favor. A obra de Cristo e a obra do Espírito são de mútua dependência.

NOTA: Este presente estudo foi retirado da "Bíblia de Estudo Pentecostal (CPAD)"


Espero que vocês tenham gostado!